Febrafar e Emefarma realizam webinar sobre impactos da Covid-19

Webinar, que aconteceu na noite desta terça-feira (31/03), reuniu diretores de distribuidora, indústria e federação de redes associativistas para falar dos impactos do coronavírus no setor farmacêutico.

Foi realizado na noite de ontem (31/03) um webinar para falar sobre os impactos da Covid-19 no setor farmacêutico. Participaram o presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), Edison Tamascia; o presidente da distribuidora Emefarma, Jony Sousa; e o diretor acionista da Althaia Equaliv, Gerson Souza.

Possível falta de produtos

Entre os assuntos abordados, estiveram a dificuldade que as indústrias farmacêuticas brasileiras vêm encontrando de conseguir importar insumos e medicamentos farmacêuticos de países como China e Índia – dois dos maiores fornecedores de medicamentos do mundo – para produzir seus próprios medicamentos.

Gerson lembrou, além dessa dificuldade, que a organização das indústrias e distribuidoras brasileiras acaba sendo colocada em jogo: “Se essas duas partes não tiverem se programado com antecedência para importar, produzir e estocar produtos, pode ser que alguns tipos de medicamentos, como a Dipirona [que tem fábrica em Wuhan, primeiro epicentro da pandemia], realmente fiquem em falta nos próximos meses”.

Entretanto, o diretor da Althaia diz que, embora haja previsão de que alguns produtos fiquem em falta nas farmácias e drogarias brasileiras, neste momento, é impossível determinar quais serão eles devido à frequente oscilação das situações geradas pelo vírus.

Farmácias precisam se preparar economicamente ao Covid-19

Em outro ponto do webinar, Tamascia ressaltou a necessidade de as farmácias se organizarem economicamente para não sofrerem grandes impactos negativos gerados pelo pagamento de impostos e pelos gastos com possíveis retiradas temporárias de colaboradores que façam parte do grupo de risco da contaminação.

“É preciso tomar cuidado para não dar ênfase nas finanças somente neste primeiro momento, e se preocupar também com o futuro do faturamento e dos gastos. Ainda que o governo esteja oferecendo algumas saídas para auxiliar os estabelecimentos a pagarem as contas, depende dos próprios proprietários estruturarem suas despesas durante a crise”, falou o presidente da Febrafar.

Gerson complementou dizendo que é importante fazer uma gestão de caixa efetiva para que o faturamento da empresa não seja tão alterado durante a pandemia: “Não podemos esperar e depender de ajuda, até porque não sabemos o que está por vir em relação à Covid-19. Temos que ter em mente que devemos comprar somente o que for necessário para o funcionamento e cortar todas as despesas no limite. Só assim garantiremos a sobrevivência do negócio”.

Mudança de comportamento do consumidor

Os três participantes foram taxativos em falar que este momento definirá o comportamento dos consumidores no futuro. Tamascia frisou que a “geração coronavírus” mudará completamente o futuro do mercado farmacêutico: “Os hábitos de higiene certamente serão diferentes quando isso tudo passar. As pessoas continuarão a usar álcool em gel, por exemplo. E nós devemos nos preparar para atender a essa nova demanda”, finalizou.

Fonte – Revista da Farmácia