Transformação digital no varejo foi tema de live da Febrafar e Abradilan

Para aprofundar o debate sobre a perspectiva da digitalização no mercado farmacêutico, a partir daquilo do que já é realizado tanto na distribuição quanto no varejo farmacêutico brasileiro, ou seja, uma visão realista, a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) e a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) realizaram na última semana a Live O Mundo Digital e a Farmácia do Futuro.

O evento contou com apresentações do presidente da Febrafar Edison Tamascia e o Presidente da Abradilan Vinícius Andrade e foi mediado pelo diretor operacional da Febrafar Ney Santos e o diretor executivo da Abradilan Ivan Coimbra. Veja um pouco do que foi abordado na ocasião:

O presidente da Abradilan, Vinicius Andrade, diz que este é um momento importante para debater a transformação digital, já que os distribuidores têm investido e contribuído para isso há algum tempo. “A transformação digital é muito mais ampla do que é discutida no mercado, na grande maioria das vezes. Ela é discutida como se fosse a solução para todos os problemas, como se fosse realmente o fim, mas na verdade, a transformação digital é simples, trata-se de processo pelo qual as empresas fazem uso da tecnologia para melhorar os resultados. Ela não é o fim, ela é o meio para se chegar nos resultados que a empresa almeja.” 

Para o presidente da Febrafar, Edson Tamascia, transformação digital no mercado farmacêutico não se resume a e-commerce e a prescrição eletrônica. “A impressão que se tem é que nada estava acontecendo e agora o e-commerce está aí, acontecendo, está em alta, então você tem que ter um e-commerce se quiser ser digitalizado. Ele realmente triplicou de tamanho agora com a pandemia, de 0,5% para 1,5%, é relevante, mas não é fator primordial da transformação digital que nós entendemos. Nós já falávamos disso antes do Covid-19. A tecnologia tem de ser da loja para o cliente e não do cliente para a loja, ou seja, deve começar muito antes.” 

Transformação digital para a distribuição, que está no meio da cadeia, é uma discussão complexa, pois praticamente todas as soluções disponíveis no mercado são muito focadas no consumidor final, na experiência do shopper, existem poucas iniciativas para atacado e distribuição. Por isso, a Abradilan tem um olhar preciso para levantar quais são as melhores iniciativas de digitalização. 

A distribuição no Brasil enfrenta alguns desafios, como mão de obra barata, juros altos para financiar este tipo de investimento; mas também tem muitos avanços, como gestão de estoque; sistema de radiofrequência; modelo de digitalização logístico, para poder fazer todo o acompanhamento das entregas; iniciativas em relação à automação, como pick to light e esteiras automatizadas; plataforma de gestão de credito e compartilhamento de informações. 

O compartilhamento permite identificar e corrigir problemas com ruptura de produtos, por exemplo, uma das maiores causas de perdas no varejo. Outra oportunidade que a tecnologia propicia é melhorar a capacitação dos times, gerando conhecimento e abastecendo Portais e Aplicativos, para que o representante ou a equipe de televendas tenha acesso. 

O processo de vendas é o setor mais avançado da distribuição, pois é um modelo de negócios multicanal. “Ominichannel é um termo novo, mas a distribuição é omnichannel há muitos anos.” Ao trabalhar com essa integração, é possível oferecer experiência completa, sem deixar falta o produto ao consumidor final, que é o pior erro.

Com informação Assessoria de Imprensa Abradilan