Setor já enxerga metaverso no varejo como um futuro próximo

O metaverso no varejo é um futuro próximo na opinião de quase seis entre dez leitores do Panorama Farmacêutico. A cena do presidente da  Febrafar, Edison Tamascia, ao lado de seu avatar durante o jantar da entidade no último dia 11, pode se tornar uma realidade em breve e ser uma oportunidade disruptiva para as farmácias.

A enquete do portal sobre o assunto contou com a opinião de 1.723 profissionais. Para 38% (659), o metaverso no varejo vai ser decisivo nas relações com clientes. Outros 21% (355) acreditam que essa tecnologia poderá garantir muito mais fluidez nas compras. Para 591 profissionais (34%), a importância do metaverso é clara, mas ainda está distante do seu universo. E somente 7% entendem se tratar de algo descartável.

Para especialistas, o metaverso no varejo pode conduzir a uma profunda transformação na experiência de consumo e na forma de abordagem das farmácias.

“É um caminho que o setor já vem perseguindo, mas que pode se materializar de uma forma muito mais clara com essa tecnologia. A possibilidade de degustar produtos de beleza no avatar é uma das práticas que tornariam a jornada de compra muito mais assertiva”, comenta Miguel Santamaria, country manager da Tiendeo, plataforma digital especializada em estratégias para conectar shoppers e varejistas. O executivo gravou um vídeo sobre o assunto para nossa seção Consumo & Tendências.

Grandes empresas como TIM e Lacta já abraçam essa nova realidade ao inaugurarem lojas no metaverso. E a             L´ Oreal acaba de registrar 16 patentes no universo virtual. E projeções da  Ernest & Young mostram como a tendência veio para ficar. A consultoria prevê um movimento de US$ 48 bilhões até 2026.

“O metaverso deve brilhar os olhos dos varejistas, já que cada vez mais as pessoas vêm se preocupando com sua imagem e suas versões no mundo digital”, reforça Arthur Igreja, cofundador da plataforma AAA Inovação.