Genéricos ditam os rumos de 2/3 das farmácias brasileiras

Para cerca de 2/3 das farmácias e drogarias brasileiras, os medicamentos genéricos representam o maior motor de vendas. O segmento está bem à frente em relevância na comparação com as demais categorias, segundo sinalizou a mais recente enquete do Panorama Farmacêutico.

O levantamento mobilizou 2.486 leitores, dos quais 1.677 (67%) indicaram os genéricos como produto de referência nas prateleiras. Somente 414 (17%) apontaram os medicamentos de prescrição como principal estímulo para os negócios.

Os MIPs, mesmo crescendo acima da média do varejo farmacêutico nos últimos anos, foram a opção de apenas 258 profissionais (10%). Não medicamentos e produtos de cuidados pessoais receberam menções de 5% (126) e 1% (11%), respectivamente.

Há 22 anos no Brasil, os genéricos já respondem por 33% do volume de remédios comercializados no varejo farmacêutico. Do faturamento total do setor, 22% provém desse segmento.

Além de incentivarem os brasileiros a dar continuidade aos tratamentos de saúde, esses medicamentos impulsionam também os negócios das empresas de pequeno e médio porte. O associativismo e as farmácias independentes alcançam a maior participação de mercado justamente entre os genéricos – 31% e 25%, respectivamente.

Uma pesquisa do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC) com 4 mil consumidores referenda esse cenário. O estudo revelou que 63% dos entrevistados compraram pelo menos um genérico nos últimos 12 meses até abril. Deste total, 25% adquiriram apenas genéricos.

Fonte: PharmaInnovation