Fundada em Fevereiro de 2000, a FEBRAFAR - Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias - é uma sociedade civil sem fins lucrativos, regida por estatuto social, com sede administrativa na cidade de São Paulo e atuação nas principais regiões do País. Atualmente, a FEBRAFAR reúne 41 redes de farmácias independentes em 20 Estados mais o Distrito Federal. As 7.540 lojas integradas às redes associadas à Febrafar atendem clientes em mais de 2.000 municípios brasileiros e possuem faturamento médio mensal de R$ 80 mil.
A FEBRAFAR tem como MISSÃO promover a integração e o fortalecimento das redes associadas em todo território nacional, visando o desenvolvimento sócio-econômico e a representatividade política de suas afiliadas. Entre os produtos comercializados nas farmácias associadas, a categoria Medicamentos representa cerca de 74% e a não-medicamentos (produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos e artigos da categoria oficinais, como soros, água oxigenada, bicarbonato de cálcio, mercurocromo etc), 26% do montante vendido.
À FEBRAFAR são atribuídos os seguintes compromissos:
Sistematizar informações e unificar as redes associadas;
Orientar as associadas sobre a realidade econômica, tecnológica e política do setor, bem como elaborar planejamento estratégico para acompanhar as mudanças do mercado;
Acompanhar e contribuir para a expansão e divulgação dos serviços de cada rede e, sobretudo, para o êxito do processo produtivo como um todo;
Beneficiar funcionários e colaboradores das redes associadas, oferecendo-lhes atualização e qualificação profissional; *Promover eventos (congressos, simpósios, workshops, encontros e feiras de negócios) para estreitar relações na cadeia farmacêutica (indústria, distribuidor e varejo).
VAREJO FARMACÊUTICO NO BRASIL
As farmácias e drogarias são o principal canal de dispensação de remédios para a população brasileira. O Brasil é o 4º mercado de consumo de medicamentos no cenário mundial, segundo o instituto IMS Health. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), no Brasil há mais de 60 mil farmácias e drogarias (país com o maior número de farmácias do mundo), com uma proporção de 3,34 farmácias para cada 10 mil habitantes, considerando uma população de 170 milhões de habitantes. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda 1 farmácia para cada grupo de 10 mil habitantes. A expansão das redes de farmácias e drogarias ocorreu na década de 80, a partir da informatização dos estoques dos pontos-de-venda (PDV's) e da diminuição no número médio de funcionários por loja.
Redes Independentes
As farmácias independentes representam mais de 90% do total das farmácias brasileiras. A maioria não tem bandeira e apenas 8% atuam sob o modelo associativista de gestão empresarial. As farmácias associativas vêm se estruturando e se organizando há 17 anos. Elas atuam em rede e com a mesma bandeira. Desta forma, enfrentam com profissionalismo e poder de barganha - as dificuldades do mercado dominado pelas grandes corporações. As lojas independentes estão aprimorando suas estratégias mercadológicas.
Ao aliar-se ao ASSOCIATIVISMO, elas conseguem reduzir custos e disputar o mercado de forma competitiva. Além da diversificação no número de produtos comercializados e da ampla oferta de serviços, as farmácias associativas vêm passando por um processo de modernização. Os pequenos e médios empresários estão investindo, cada vez mais, na layoutização das lojas, no aumento do espaço físico e na qualificação da equipe de trabalho.
Disputa de Mercado
Entre as alternativas encontradas pelo pequeno varejo para concorrer com as grandes do setor, destacam-se:
Fomento a uma política de melhoria nos preços;
Melhoria na qualidade de atendimento;
Promoção de serviços adicionais;
Diversificação do mix de produtos;
Desenvolvimento de produtos com marcas próprias;
Incentivo à atividade associativista.
A Saída para a Sobrevivência no Mercado
O número de inimigos da pequena empresa aumenta a cada dia. O crédito está cada vez mais caro e difícil. Sem poder de barganha, comprar insumos ou formar estoques é um sufoco, o que reduz as chances de sair na frente da concorrência. Da mesma forma, há muita dificuldade para se divulgar o negócio, para desenvolver os métodos gerenciais da empresa, treinar funcionários, e assim por diante.
O incrível, porém, é que há uma forma de atenuar ou resolver muitos desses problemas e só poucos empresários a utilizam. Trata-se do ASSOCIATIVISMO. Quem já optou por essa estratégia como modelo de gestão empresarial não tem do que se queixar. Pelo contrário: vem contabilizando sucessivas vitórias contra inimigos antes invencíveis. Haja vista que a união entre empresas que traçam objetivos comuns é uma poderosa ferramenta para prosperar em mercados cada vez mais competitivos.
ASSOCIATIVISMO: "A UNIÃO QUE FORTALECE"
Conceito
Mesmo sem designação no dicionário, o Associativismo pode ser definido como o ato de associar-se, de unir forças para um fim comum. Numa definição mais ampla, é qualquer iniciativa formal (ou informal) que reúne um grupo de empresas (ou pessoas) com o objetivo de superar dificuldades por meio da ajuda mútua, gerando benefícios econômicos, sociais e/ou políticos em prol de todo o grupo. O Associativismo está presente em diversos setores da nossa economia, tais como associações comerciais, industriais e rurais; sindicatos; cooperativas etc.
Sociedade Associativista
A natureza da sociedade associativista, fundada na igualdade entre os indivíduos e na ajuda mútua frente às necessidades comuns, já contém uma gama de valores capazes de alavancar ganhos consideráveis de produtividade. As condições que esta sociedade cria para o próprio processo de trabalho e de produção dos bens e serviços, somadas aos mecanismos de distribuição - que não visam ao lucro -, já engendram valores simbólicos que a colocam em posição de vantagem frente à empresa capitalista comum. Uma empresa com perfil associativista compartilha informações e idéias, possui gestão transparente, busca resultados de longo prazo, toma decisões colegiadas e vê no concorrente ou fornecedor um aliado com quem pode aprender e crescer.
Por que associar-se?
A associação é uma ordem social, multicultural, participativa, autônoma e fundada na igualdade, nas necessidades e valores comuns. Por excelência, é um sistema com potencial para organizar a produção sob uma ética própria - a ética associativista -, onde o que vale para o todo (a associação) deve valer para as partes (o associado) envolvidas. Daí seu potencial para superar as dificuldades através da eficiência do trabalho em base solidária e da oferta de bens e serviços em condições mais vantajosas para o consumidor.
PONTOS FORTES
União - o Associativismo proporciona uma união capaz de fazer os empresários pensar coletivamente e permite a troca de experiências que os faz crescer conjuntamente.
Aculturamento - os empresários com perfil associativista têm ganhos significativos no que se refere à cultura empreendedora.
Compra Conjunta - A realização de compras conjuntas proporciona aos empresários maior poder de barganha e acesso a grandes fornecedores do mercado.
Fixação da Marca - A utilização de uma marca forte na fachada e nas dependências do estabelecimento associa o negócio à Rede.
Capacitação de Pessoal - a qualificação dos empresários e seus funcionários proporciona melhoras na gestão do negócio, na qualidade do trabalho e no atendimento aos clientes.
Lucratividade - A aplicação de melhores margens de comercialização faz com que as empresas apresentem um aumento considerável em seu faturamento.
Parcerias - as parcerias com os fornecedores são essenciais para a implementação de ações promocionais nos estabelecimentos. Mas fortalecê-las é fundamental para o desenvolvimento de uma rede associativista.
Conceito de Loja - As recomendações da rede quanto ao visual dos estabelecimentos têm proporcionado uma melhoria significativa no "conceito de loja" dos empresários, desde a fachada, o layout interno e externo, passando pela uniformização e aparência dos funcionários até a informatização e modernização de processos.
Competitividade - Ao comprar bem e barato, maximizar e diversificar o mix de produtos, entender as reais necessidades dos clientes, superar suas expectativas, capacitar-se gerencialmente, viabilizar treinamentos para a equipe de colaboradores e organizar melhor o estabelecimento como um todo, as lojas tornam-se mais competitivas e ganham visibilidade no mercado.
Fontes: BNDES/Panorama Setorial (Gazeta Mercantil)